Um ambiente pequeno fica mais difícil de usar quando cada canto recebe uma peça diferente. O objetivo não é acomodar o maior número possível de móveis, mas permitir que as atividades aconteçam sem deslocar objetos o tempo todo. A decoração começa pela planta e pela circulação.

Desenhe as medidas que realmente importam
Anote paredes, portas, janelas e tomadas. Inclua o movimento de abertura das portas e o espaço necessário para puxar cadeiras e gavetas. Medir apenas a largura de um sofá não revela se ainda será possível circular na frente dele.
Simule no chão a posição de uma peça com fita removível. Caminhe pelo ambiente e faça as tarefas previstas antes de decidir se a medida funciona.
Prefira funções claras à promessa de multifuncionalidade
Uma mesa dobrável só ajuda se houver onde guardar cadeiras e se abrir e fechar for prático. Um baú perde utilidade quando precisa ficar coberto por objetos pesados. Avalie como cada mecanismo será usado diariamente.
Agrupe o armazenamento perto da atividade: materiais de trabalho junto da mesa, itens de refeição perto da área de comer. Isso reduz a necessidade de espalhar apoios pelo cômodo.
Use a parede sem criar obstáculos
Prateleiras e ganchos podem liberar o piso, desde que profundidade, fixação e altura sejam compatíveis com o uso. Evite peças salientes na passagem e não confunda parede vazia com obrigação de preenchê-la. Espelhos precisam de fixação apropriada e uma posição que faça sentido para o ambiente.
Confira o conjunto durante o dia e à noite
Observe sombras, reflexos e pontos que ficam difíceis de usar com a luz artificial. Uma iluminação bem posicionada pode ajudar mais que acrescentar objetos claros. Mantenha uma base visual coerente e concentre detalhes em poucos pontos, deixando superfícies disponíveis para a rotina.


